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Tasso fala de posicionamento do PSDB sobre a crise

O senador cearense Tasso Jereissati, presidente em exercício do PSDB, disse nesta quarta-feira (24), em reunião, que o partido permanece no governo do presidente Michel Temer e que qualquer decisão a respeito da crise política será tomada em conjunto pela legenda. “Qualquer que seja o movimento que nós venhamos a ter, vai ser em conjunto com o partido, não vai ser da Câmara, do Senado, dos governadores, dos prefeitos, da Executiva. Vai ser do partido. Então vamos intensificar as conversas cada vez mais, acompanhar hora a hora os desdobramentos da crise, os problemas com muita responsabilidade e cautela e não vamos fazer nenhuma coisa que seja feita de repente, de maneira açodada, de impulso”, disse Tasso. Segundo o senador, a preocupação do partido é com a estabilidade. “A nossa preocupação é a seguinte: estabilidade, calma. Nada que venha afetar mais ainda o momento de extrema fraqueza que as instituições brasileiras estão vivendo”, disse. Também após a reunião, Tasso negou que o PSDB tenha aberto qualquer discussão referente a uma possível saída de Michel Temer da presidência. “Nós não discutimos a substituição do presidente, discutimos bastante qual a posição e como o partido deve agir: que tem que ser em conjunto e em consenso”. Para Tasso, o ideal é o investimento no diálogo, para que não seja tomada nenhuma atitude que venha agravar a crise. Ele disse, ainda, que o partido vai aguardar o momento de se posicionar sobre o cenário futuro. “O limite dessa espera é quando a gente tenha consolidado uma maneira de saber prever o dia seguinte. O dia seguinte não é nome [para a Presidência]. O dia seguinte é estabilidade, com a democracia preservada e não se deixar levar por impulso do momento”.

Eleições diretas Tasso se mostrou contrário à Proposta de Emenda à Constituição 227/16, que estabelece eleições diretas no caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência da República a qualquer tempo do mandato, exceto nos seis últimos meses. “Neste momento eu acho casuísmo. Acho que toda vez que há uma crise e vamos ter muitas ainda, não podemos ficar mudando a Constituição”, disse. “Se o presidente Temer tivesse que sair, seria por meio de um processo constitucional e a consequência disso seria apenas ler o livrinho [Constituição] e seguir o que ele diz”. Forças armadas O senador disse que os parlamentares se assustaram com a notícia da autorização da atuação das Forças Armadas para conter a manifestação na Esplanada dos Ministérios. “A questão da presença militar é sempre uma coisa que nos assusta. Quando nos deram a notícia ficamos preocupados com isso. Mas, por outro lado, tivemos a informação que a Polícia não estava dando conta do processo de depredação, de quebra-quebra. Então, em último caso, na emergência, que não pode se tornar uma rotina, é necessário o Exército”, disse.